sexta-feira, março 03, 2006
Jazzanova residentes no Clube Mercado
Esta é uma grande notícia! De acordo com este flyer do Clube Mercado, os Jazzanova são agora DJs residentes (trimestralmente) neste bar. A próxima data é já dia 25 deste mês, com o Alex Barck. ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!
quinta-feira, março 02, 2006
Chegada a Lisboa com Netstumbler
Na última 3a feira tive oportunidade de chegar a Lisboa pela A1 com um portatil ao colo a correr o NetStumbler. Liguei o portatil pouco depois de ter passado pela área de serviço de Aveiras (20h18). Depois das portagens saí em Vialonga, para apanhar a IC2 que desemboca aqui no Parque das Nações (21h19).
O resultado foi impressionante. Apanhei cerca de 173 redes distintas, da quais 24 se chamavam "linksys". O gráfico acima mostra o histograma das redes que apanhei, em função do canal wifi. A esmagadora maioria destas opera no canal 11, que suspeito seja o default de muitos Access Points (AP). De seguida temos os canais 1 e 6, que distam de 4 canais entre si.
Sabe-se que o espectro wifi só admite 3 canais separados. Ou melhor, num mesmo local apenas temos 3 canais sem que haja interferência (significativa entre eles). A ideia é que os canais sejam distribuídos num espaço de forma a que APs de canais adjacentes estejam suficientemente distantes para que não interfiram significativamente. Contudo, se quisermoes espalhar vários APs por um pequeno espaço (p.ex. um piso de gabinetes), é natural que se recorra a 3 canais o mais distantes entre si. Se muitas instalações adoptarem esse princípio, é natural que esses três canais sejam mais usados do que os restantes.
Claro que foi uma infeliz ideia permitir um standard de comunicações wireless — o 802.11b — onde os canais RF não sejam herméticos. Pelo que sei, o 802.11a já não padece desse problema.
Metamorfose VI
Na metamorfose de hoje podemos ouvir uma sequência de padrões ritmicos, com timbres diferentes, e que no conjunto dá um resultado muito interessante. Este clip em mp3 foi extraído do Jazzanova Exclusive Mix que acompanha a última "antologia" de remixes deles: Remixes 2002-2005.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Metamorfose V
O clip em mp3 que hoje trago não tem nada a ver com as fusões entre as estéticas de Jazz e a musica de dança. Desta vez trago a "estética" dos jogos do ZX Spectrum, daquelas sonoridades digitais de 1 bit. O clip mostra uma metamorfose de um conjunto de sonoridades desse tipo, numa estrutura de um tema. Enjoy!
[fonte: fragmento retirado de um mixtape de Carl Craig para o Compost Radio Show #88]
Recomendo, a propósito da estética do ZX Spectrum, o site do Major Eléctico, que em tempos manteve um interessante programa de rádio na defunta VOXX (we miss you...).
[fonte: fragmento retirado de um mixtape de Carl Craig para o Compost Radio Show #88]
Recomendo, a propósito da estética do ZX Spectrum, o site do Major Eléctico, que em tempos manteve um interessante programa de rádio na defunta VOXX (we miss you...).
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Metamorfose IV
Na rubrica de hoje de Metamorfoses mostro um clip que apareceu no final da edição 84 do Soulsearching. Como uma sonoridade dos anos 50-60 de uma banda a bit jazzy se transforma num electrizante groove apresentável em qualquer pista de dança. O interessante deste clip reside, a meu ver, na forma progressiva como esta metamorfose ocorre. No fim do clip temos estruturalmente o mesmo tema, mas "pintado" com uma textura sonora completamente diferente.
Nephews Of Phela - Mula2 - White
(clip em mp3)
* Curiosidade: o White que figura como editora designa white label, ou seja, um disco de edição artesanal e distribuição restrita.
Nephews Of Phela - Mula2 - White
(clip em mp3)
* Curiosidade: o White que figura como editora designa white label, ou seja, um disco de edição artesanal e distribuição restrita.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Colagem como forma de arte
De acordo com a wikipedia, a técnica de colagem foi inventada em 1921 por Pablo Picasso, dando origem a este quadro. Trata-se de uma técnica com tradição nas artes plásticas. Apesar de usar como fonte pedaços de coisas, a arte está, por um lado, na escolha do material, e por outro, na composição.
Na música clássica são vários os casos em que peças sinfónicas fazem citações de frases de outras obras. Os últimos andamentos das fabulosas sinfonias de Mahler, por exemplo, faziam citações de motivos dos outros andamentos. No jazz é frequente as improvisações citarem frases de outras músicas ou solos de outros improvisadores.
A electrónica trouxe à música uma nova forma de integração de material musical, usando o que poderiamos considerar uma técnica de colagem aplicada a música. Não se trata de citar frases ao nível das notas, mas sim ao nível do som. Estou obviamente a falar dos samplers e de todas as ferramentas de manipulação de audio. Hoje em dia há uma enorme panóplia de ferramentas ao serviço da estética musical. Por exemplo, o pacote Reason.
Uma das aplicações destas técnicas reside na dissimulação de defeitos (por exemplo, a afinação da voz, em cantoras cuja vocação não reside seguramente na voz; o mesmo tipo de afinação recusada pelo Zé Cabra, tendo-lhe trazido os 5 minutos de fama).
Mas o que me interessa aqui são os casos em que a colagem é claramente uma colagem, e deve ser apreciada como tal: pela escolha do material, e pela composição final.
Dois exemplos:
(1) Theo Parrish pegou no standard de jazz Little Sunflower de Freddie Hubbard e fez esta metamorfose (amostra em mp3)
(2) os Audio Lotion criaram esta composição (amostra em mp3) com base numa interessante palete de material sonoro. Consigo identificar fragmentos do Daphnis et Chloé de Ravel, e umas notas da banda sonora do filme Os Intocáveis.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Jazzanova @ Blue Note
Bons ventos sopram do lado da Blue Note Records: não só vemos Nicola Conté no seu catálogo, como também os Jazzanova.
É sempre bom quando se quebram as barreiras do saudosismo mais conservador de certas margens do jazz. Posição essa em contradição com o proprio espirito fundador do jazz. O jazz sempre foi um estilo que só avançou quando se ousa novas sonoridades, novas fusões, ecléctico, e sem fronteiras.
Jazzanova é a contracção jazz com bossa nova. Mas não me parece incorrecto interpretar o nome também como novo jazz.
domingo, fevereiro 12, 2006
as Other Directions de Nicola Conté
Um fantástico album com um jazz muito forte. Imperdível para quem gosta de sentir o jazz no corpo. Mais um exemplo de fluxos e refluxos entre o jazz e a electrónica: Nicola Conté, um Italiano com background de DJ e com paixão pelo jazz. Podemos ouvi-lo nesta magnífica entrevista conduzida por Michael Rütten na segunda parte de um dos seus programas de rádio Soulsearching.
Montemor-o-novo
Uma curta viagem pelo Alentejo, agora que voltamos a ter fins-de-semana com bom tempo, e algumas fotos tiradas no castelo de Montemor-o-novo.
Cumprimentos ao meu amigo Mário Nogueira, e as suas fantásticas fotos, uma das quais me fez voltar a pegar na minha Nikon Coolpix 4300 e num vulgar polarizador (de dimensões desproporcionadas para esta máquina).
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Comparativo iPod nano vs. Creative Zen
A ideia da minha cara-metade era oferecer-me um iPod pelo Natal. Contudo, encontrar um iPod à venda em Portugal não é tarefa facil, pelo que combinamos que levariamos a alternativa que nos pareceu mais próxima: um Creative Zen MicroPhoto (8GB).
Felizmente que a FNAC permite a devolução de equipamento, caso o cliente não esteja satisfeito. A minha experiência com o Zen levou-me a considerar essa hipótese, e após falar com alguns amigos que usam iPod, acabei por devolver o Zen.
Foi ainda uma espera prolongada, de alguns meses, até que conseguisse ter o iPod nano na mão. Tinha reservado na FNAC do Colombo e no El Corte Inglês, e nada. Tentei reservar na FNAC de Almada, mas eles disseram que nem sequer aceitavam reservas. Por um mero impulso resolvi reservar numa pequena loja Singer, na Av. João XXI, que em poucas semanas me arranjou um. Como nestas pequenas lojas há menos procura, deve ser mais facil ter acesso a este equipamento, em comparaçáo com as eventuais gigantescas listas de reservas das FNACs e similares.
O que me levou a devolver o Zen foram o somatório de alguns glitches que com a utilização deste me fui apercebendo. Primeiro, os phones são pouco cómodos, parecem enormes, e caiem muito facilmente. Depois, por vezes crashava. Pareceu-me que coincidia com pequenas pancadas no aparelho, mas não fiquei com a certeza disso. A ideia de um disco rígido lá dentro, sensível a pequenos toques, assustou-me um bocado. Um aparelho destes, de trazer nos bolsos, de atirar para o sofá, quere-se robusto! Finalmente, e isso foi a gota de água, uma música codificada a 256kbps (um extenso mix dos Jazzanova, downloadable a quem comprou o Remixes 2002-2005) apresentava lá para o meio, sempre no mesmo sítio uns drops. Note-se que as specs do Zen dizem que a taxa máxima é para lá dos 320kbps. Acresce que não é possível ver fotos e ouvir música ao mesmo tempo, tal como não há qualquer suporte para Linux, nem sequer o disco do Zen é acessível a partir de Linux!
O iPod nano (4GB) que comprei, aproximadamente pelo mesmo preço do que o Zen, tem sido uma experiência bastante agradável. Os phones são bem mais confortáveis, ainda não ouvi qualquer drop nas músicas, pode-se ver fotos e ouvir música ao mesmo tempo (tal como jogar uns joginhos que aquilo tem), é incrivelmente pequeno, e é robusto a choques. Notei ainda uma interface mais agradável do que o Zen. E sobretudo, a roda e os botões são claramente superiores ao touchpad único do Zen. É uma boa ideia o iPod distinguir fisicamente o clicar nos botões do arrastar do dedo ao longo da "roda" com significados diferentes. Esta "roda" funciona muito bem mesmo. O Zen tem um touchpad, onde se podia tocar para activar botões, ou arrastar o dedo naquela área vertical. Ao transformar toda a interacção a um touchpad torna a coisa menos usável do que a abordagem mista do iPod (touchpad na roda, e 5 microswitches reais). Outra coisa boa no iPod é o botão de hold, que me parece significativamente mais robusto do que o do Zen (parecia que se ia desintegrar a qualquer momento...)
Contudo, não há bela sem senão, e neste caso, para além dos tradicionais elevados preços dos equipamentos Apple (onde os designers são bem pagos), há certas features de que sinto falta no iPod: o Zen dava para colocar um wallpaper, o que permitia personalizar o aspecto da GUI (e por acaso gostava bastante do wallpaper que estava a usar: a capa de uma das compilações Erotic Lounge); o Zen dava para colocar várias bookmarks em músicas, o que para mixes extensos dá jeito, para poder saltar para segmentos específicos do mix; o iPod apenas suporta guardar a posição currente da música mas apenas em ficheiros mp4!
A bateria de lítio que equipa o Zen é facilmente substituível (o Zen tem uma tampinha que ao remover-se dá acesso à bateria, como com os vulgares telemóveis), o iPod nem sequer aparenta forma de se conseguir abrir (sem estragar). Este facto é particularmente grave dado que as baterias de lítio têm uma duração de vida relativamente reduzida, para além de requererem cuidados especiais. Contudo, há uma página no site da Apple com informação relevante sobre este tipo de baterias.
Finalmente, o iPod permite algumas possibilidades interessantes em aberto, tais como a possibildiade de instalar o Podzilla, uma versão do Linux para iPod. E abrindo o iPod ao mundo open source, estamos a multiplicar por várias ordens de grandeza as potencialidades de um aparelho que, em caso contrário, estaria limitado ao (des)interesse da Apple, conforme lhe apercesse, ora apostar em adicionar mais features a modelos antigos, ora a os esquecer e fazer novos modelos. É por estas e por outras que serei sempre adepto do Open Source!
ADENDA: Esqueci-me de mencionar dois extras que o Zen tem e o iPod não. O Zen inclui um receptor de rádio FM e um microfone. O iPod não inclui estas duas features de base, contudo uma grande variedade de acessórios podem ser encontrados, por exemplo aqui. Da experiência que tive com o Zen, apesar de breve, nunca usei o microfone, e a fraca sensibilidade do rádio não me permitia ouvir muita coisa (por exemplo, era virtualmente impossível conseguir ouvir a rádio oxigénio em Lisboa).
(1ª revisão em 8/2/2006)
(2ª revisão em 12/2/2006)
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Metamorfose III
(as duas metamorfoses anteriores podem ser encontradas neste post)
Um dos aspectos mais excitantes da música que actualmente se faz é o recuperar de sonoridades do Jazz, mais ou menos classicista, e introduzi-lo em loops, batidas, e outras manipulações electrónicas. Inclusive, a abertura dos arquivos da Verve tem proporcionado várias colectâneas de remixes de classicos do jazz, nos três volumes Verve Remixed.
Contudo, e desta forma chegamos ao cerne deste post, há casos em que o fluxo criativo circula em sentido contrário, ou seja, um tema com origem na música mais electrónica, é interpretada por uma formação de Jazz acústico.
Neste caso é o tema Eclipse dos Kyoto Jazz Massive [amostra em mp3] interpretada pelos Sleepwalker [amostra em mp3], onde curiosamente o pianista (o fabuloso Hajime Yoshizawa) tem participado em produções dos próprios Kyoto Jazz Massive, tal como dos Jazzanova entre outros.
É o conceito Unplugged aplicado à música electrónica.
Mas pelo menos para mim, considero a versão acústica mais musicalmente "electrizante" do que a versão original electrónica...
Um dos aspectos mais excitantes da música que actualmente se faz é o recuperar de sonoridades do Jazz, mais ou menos classicista, e introduzi-lo em loops, batidas, e outras manipulações electrónicas. Inclusive, a abertura dos arquivos da Verve tem proporcionado várias colectâneas de remixes de classicos do jazz, nos três volumes Verve Remixed.
Contudo, e desta forma chegamos ao cerne deste post, há casos em que o fluxo criativo circula em sentido contrário, ou seja, um tema com origem na música mais electrónica, é interpretada por uma formação de Jazz acústico.
Neste caso é o tema Eclipse dos Kyoto Jazz Massive [amostra em mp3] interpretada pelos Sleepwalker [amostra em mp3], onde curiosamente o pianista (o fabuloso Hajime Yoshizawa) tem participado em produções dos próprios Kyoto Jazz Massive, tal como dos Jazzanova entre outros.
É o conceito Unplugged aplicado à música electrónica.
Mas pelo menos para mim, considero a versão acústica mais musicalmente "electrizante" do que a versão original electrónica...
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Rescaldo
Houve poucas surpresas na noite eleitoral. Cavaco ganhou à primeira volta por uma unha negra, como já tinha previsto. Alegre teve resultado superior ao esperado, como também tinha previsto.
Do que eu não estava à espera foi: Cavaco com menos de 6 décimas acima dos 50%; Soares a não chegar aos 15% (Jerónimo conseguiu mais de metade do que os votos de Soares); Socrates a sobrepor-se à declaração de Alegre (foi o caso da noite).
A destrambelhada da Ana Gomes lá veio pedir a cabeça de Alegre, mas felizmente que Socrates teve o bom senso de arrefecer os animos, apesar do seu conhecido odio de estimação por Alegre.
Sócrates já declarou que foi "sem querer" que se começou a falar no meio da declaração de Alegre. Eu até acredito nele. O problema é que decerto alguém do staff de Socrates sabia que Alegre estava a falar, e decidiu não avisar Socrates. São estes "decisores" que não se conhecem, que não se elegem, que não se sabe bem como chegam às posições que chegam, que representam um verdadeiro perigo para a nossa democracia.
Do que eu não estava à espera foi: Cavaco com menos de 6 décimas acima dos 50%; Soares a não chegar aos 15% (Jerónimo conseguiu mais de metade do que os votos de Soares); Socrates a sobrepor-se à declaração de Alegre (foi o caso da noite).
A destrambelhada da Ana Gomes lá veio pedir a cabeça de Alegre, mas felizmente que Socrates teve o bom senso de arrefecer os animos, apesar do seu conhecido odio de estimação por Alegre.
Sócrates já declarou que foi "sem querer" que se começou a falar no meio da declaração de Alegre. Eu até acredito nele. O problema é que decerto alguém do staff de Socrates sabia que Alegre estava a falar, e decidiu não avisar Socrates. São estes "decisores" que não se conhecem, que não se elegem, que não se sabe bem como chegam às posições que chegam, que representam um verdadeiro perigo para a nossa democracia.
sábado, janeiro 21, 2006
Previsões para as Presidenciais 2006
Irritam-me aqueles comentadores que, ao comentar a noite eleitoral, dizem que como "era previsivel", aconteceu isto e aquilo. Ora bolas, depois de ter acontecido, tudo é mais ou menos previsivel.
Por isso irei escrever aqui, hoje véspera das eleições, as minhas previsões para o dia de amanhã:
(1) Cavaco irá ganhar à primeira volta, mas com uma margem mínima. Só lá para o final da noite eleitoral (12h-1h) se saberá com segurança isto;
(2) Alegre ficará à frente de Soares por uma margem superior à do que se estava à espera. Alegre fazer-se-á de vítima, dizendo que se não fosse a falta de apoio do partido, teria conseguido forçar uma segunda volta, pelo que a culpa última da victória de Cavaco é de Socrates (ele falará no Socrates, directa ou indirectamente);
(3) Soares irá fazer o seu discurso de victória-virtual, pois a sua candidatura não pretendia na realidade ganhar (dirá ele), mas sim gerar discussão, e impedir que Cavaco ganhasse como "um passeio na Avenida da Liberdade" se tratasse (aspas são palavras do próprio Soares, quando decidiu candidatar-se). Soares irá reclamar para si, como sempre, o lugar de Pai da democracia Portuguesa;
(4) Jerónimo ficará à frente de Louçã, e irá deitar a responsabilidade da victória da "direita" nas costas do PS;
(5) Louçã irá anunciar um grande resultado, comparando-o com um outro resultado qualquer do BE, á velha maneira propagandista de extrema-esquerda.
Amanhã veremos o que acontece. Depois prometo "postar" um comentário comparando as estas previsões com o que realmente aconteceu.
Por isso irei escrever aqui, hoje véspera das eleições, as minhas previsões para o dia de amanhã:
(1) Cavaco irá ganhar à primeira volta, mas com uma margem mínima. Só lá para o final da noite eleitoral (12h-1h) se saberá com segurança isto;
(2) Alegre ficará à frente de Soares por uma margem superior à do que se estava à espera. Alegre fazer-se-á de vítima, dizendo que se não fosse a falta de apoio do partido, teria conseguido forçar uma segunda volta, pelo que a culpa última da victória de Cavaco é de Socrates (ele falará no Socrates, directa ou indirectamente);
(3) Soares irá fazer o seu discurso de victória-virtual, pois a sua candidatura não pretendia na realidade ganhar (dirá ele), mas sim gerar discussão, e impedir que Cavaco ganhasse como "um passeio na Avenida da Liberdade" se tratasse (aspas são palavras do próprio Soares, quando decidiu candidatar-se). Soares irá reclamar para si, como sempre, o lugar de Pai da democracia Portuguesa;
(4) Jerónimo ficará à frente de Louçã, e irá deitar a responsabilidade da victória da "direita" nas costas do PS;
(5) Louçã irá anunciar um grande resultado, comparando-o com um outro resultado qualquer do BE, á velha maneira propagandista de extrema-esquerda.
Amanhã veremos o que acontece. Depois prometo "postar" um comentário comparando as estas previsões com o que realmente aconteceu.
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Gilles Peterson
Tenho estado a sacar frenéticamente shows de radio Soulsearching deste site. Foi durante a audição de um deles que ouvi referência ao programa de rádio que Gilles Peterson mantém na radio 1 da BBC. Pelo que ouvi da edição de 8 de Janeiro, estou *maravilhado*. Caso para dizer, abusando de um cliché, que isto é como as cerejas: vêm aos pares!
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